11/04/18

A luta para ganhar peso

Há 4 meses comecei um plano no ginásio com PT. Ao contrário de 90% das pessoas que procuram este serviço, o meu objetivo é aumentar peso e ganhar massa muscular principalmente na zona das costas. O objetivo é conseguir um bom suporte para a coluna que é o meu problema principal. Uma escoliose no limite do aceitável detetada aos 14 anos, fez com que eu passasse 3 anos dentro de um colete em fibra que descia desde o pescoço até às ancas. Era apertado por 3 fivelas na parte de trás e deixou-me completamente dependente da minha mãe, em casa, e quando estava na escola,  da minha melhor amiga que me apoiou na dura tarefa de me encaixar dentro do colete depois das aulas de educação física ou de natação, nas duas únicas horas que me eram permitidas descansar por dia. Foram tempos difíceis, mas do mal o menos, porque evitou uma complicada operação e reduziu significativamente a amplitude da curva da coluna. Sendo que agora, com a idade e com a falta de exercício especifico vai aumentado gradualmente ano após ano. Foi com essa consciência que decidi começar um plano adaptado às minhas necessidades. Para ganhar a massa muscular que necessito preciso de comer mais, ou então corro o risco de treinar e perder o que tenho e é precisamente aí que começa a minha dificuldade.
O meu PT, na tentativa de melhorar os nossos resultados, sugeriu que lhe enviasse as fotografias das minhas refeições e assim poder aconselhar de forma mais adequada, mas a sugestão passa sempre pela mesma coisa. Comer em maior quantidade, abusar nos hidratos de carbono, mais arroz, mais massa e na proteína, mais carne, ovos, atum. Nestes 4 meses, já consigo sentir alguns resultados, sinto-me com mais força e quando olho para as minhas costas no espelho já consigo ver alguns músculos com mais definição. No entanto na nossa última pesagem eu tinha menos 2 kilos. Concluímos que não ando a comer o suficiente e que há ainda um longo caminho a percorrer. Hoje só jantei uma sopa e uma salada de tofu com cenoura e beterraba. Mas partilho este jantar maravilhoso que o meu marido preparou numa noite destas. Um belo naco de carne, batata-doce, tomate cherry e rúcula com requeijão. Tivesse eu todos os dias um jantar assim e ver se não ganhava peso....

10/04/18

Na vida de uma aldeia no Nepal

Quando decidi embarcar nesta viagem, fui consciente. Queria sentir a minha individualidade e liberdade ao máximo. Mas fui inevitavelmente com alguns receios, afinal sou mãe, sou esposa, tenho um trabalho e um lar para cuidar. Sabia que os deixava confortavelmente instalados na nossa casa, com todas as comodidades (básicas para nós, luxos para maioria dos orientais) com a despensa recheada, com a roupa passada, com almoços e atividades programadas. Sabia que embora a vida do pai fosse uma autêntica roda viva, teria que abrandar a azafama para tomar um pouco o lugar da mãe. Pedi à minha mãe e à minha sogra, para ficarem alerta para o caso de ser necessário alguma coisa. Aos pais dos colegas de futebol, pedi para o deixarem em casa depois do treino, no caso de haver alguns atrasos, mas tudo correu de forma perfeita.
A sociedade ou nós próprios, criamos estas crenças limitadoras que não nos deixam desapegar do dito normal e que depois quando saímos da linha, temos aquela sensação de que não somos tão bons quanto o que deveríamos ser, eu própria chego a sentir culpa, vezes e vezes sem conta por não estar mais com os meus filhos.
Há sempre alguém pronto para apontar o dedo e nós, não sabemos lidar com as críticas. Vamos arranjando desculpas mentalmente para dar a alguém caso seja necessário, mas talvez essas desculpas sejam, em primeira instância para nós mesmos!
Isto tudo para dizer, ou para me desculpar, vá, que lidei muito bem com o facto de me desapegar da família e, curiosamente não me senti mal por isso. Vivi a viagem com tanta intensidade com tanta força, com tanta vontade e tranquilidade, sabendo sempre à partida que estaria tudo bem por cá que não houve aquele aperto no coração como era esperado a uma mãe de dois. Julguem-me.... se calhar sou má mãe, má esposa, má filha (também não liguei à minha mãe, e costumo dar na cabeça aos meus irmãos quando lhe fazem isso)! Não liguei, não passei o tempo a falar ou a pensar nos filhos e na família. No máximo, enviei uma mensagem ao pai de dois em dois dias a informar que estava bem que estava a adorar, que estava a ser incrível. Senti respeito do outro lado, também não fui incomodada. Precisava de estar ali comigo e estive. Desculpem a frieza!

09/04/18

LOOK # 166

Tenho tanta coisa para contar que me perco nos meus próprios pensamentos. Brevemente quero continuar os relatos da minha transformadora viagem ao Nepal, não quero por nada perder este sentimento que me enche tanto sem o partilhar aqui. Tenho também coisas a dizer sobre o meu fim de semana no Porto e na Expocosmética, trago muitos produtos novos para mostrar e falar!  Mas uma coisa de cada vez, certo?
Para já deixo um look para se inspirarem para esta semana, onde a estrela é a T-shirt. Já sabemos que uma T-Shirt com uma boa frase estampada ou uma imagem divertida é sempre uma boa aposta e ajuda a alegrar qualquer outfit. Foi pelo sumo extra que esta Laranja me iria trazer aos looks, que apostei nesta peça e modéstia à parte, ficou um máximo, não acham??


04/04/18

A incrível experiência de dar banho a elefantes


Em Chitwan, acordámos sempre cedo, permitimo-nos contemplar o nascer do sol e receber a energia poderosa que chega juntamente com a luz. Francamente não deveria ser preciso eu voar mais de 8000 km para chegar a esta conclusão, mas foi!
Como se não nos bastasse este banho de sol, no segundo dia, fomos diretos à floresta para um passeio matinal. O bem que sabe o contacto com a natureza nesta harmonia perfeita entre árvores centenárias, plantas medicinais e o intenso chilrear dos inúmeros pássaros. Durante o resto da manhã fomos ter uma aula sobre elefantes para percebermos como são cuidadosamente tratados e treinados. Neste lugar existe muito respeito e carinho pelos elefantes mas é muito especial e bonito ver que os elefantes sentem os mesmo em relação às pessoas! Nunca imaginei em momento algum, que pudesse estar sentada confortavelmente numa cadeira de plástico como se de uma esplanada se tratasse, com dois elefantes completamente soltos a dois passos de mim. Isto mostra bem o quão tranquilos estão os animais e os próprios treinadores. Enquanto o treinador nos explicava uma data de características relativamente aos elefantes, fomos tendo oportunidade, um a um de os alimentar e todos nós já estávamos completamente gratos por ter aquela oportunidade incrível.




02/04/18

LOOK # 165

Uma pequena pausa nos post sobre a viagem para vos mostrar mais um look casual, ideal para um dia descontraído. Esta camisola chegou a minha casa quando eu estava no Nepal e fiquei a achar que já não vinha a tempo de a usar, mas o tempo está sempre a trocar-nos as voltas e pelos visto esta primavera será bastante fresquinha. Ideal para sair à rua de camisola. Optei por juntar um lenço ao pescoço para tentar fugir ao óbvio e até gostei desta mistura de texturas e padrões! Espero que se inspirem...


01/04/18

Nepal (a chegada a Chitwan)

Depois de uma noite de trovoada intensa (foi a única vez que choveu) saímos em direção a Chitwan eram 5.30h da manhã. A chuva acalmou a poeira dos 180km de estrada em terra batida mas aumentou os buracos e como tal, os solavancos. Foram 7 longas horas de viagem em autocarro, numa estrada que ao fundo das ingremes ravinas era acompanhada pelo rio. Foram centenas, os camiões Tata decorados de forma exuberante  que se cruzaram por nós, muitos deles em ultrapassagens completamente descontroladas mas que, ainda estou para perceber como, acabavam sempre por funcionar!  Ali não há grandes regras no trânsito, se a largura da estrada o permitir é fácil vermos 3 ou 4 filas de trânsito em simultâneo. É o salve-se quem puder!
Confesso que não foi a viagem mais agradável da minha vida, mas deu-me outra perspetiva da vida no Nepal, e valeram cada solavanco assim que chegamos ao Parque Nacional de Chitwan. Neste parque que é considerado património da humanidade, existem diversos tipos de animais selvagens como o rinoceronte asiático, urso preguiça,  Tigre de Bengala (que infelizmente não conseguimos ver)  alguns deles que já estiveram em vias de extinção e graças a este parque que envolvendo a comunidade local, desenvolveu sinergias de forma a proteger as mais diversas espécies no seu habitat natural.
A primeira experiencia aconteceu logo depois do nosso almoço buffet. Fomos levados em jipes e depois de atravessarmos longos campos de bananeiras, deparamo-nos com os elefantes que estavam à nossa espera para nos proporcionarem um safari pela natureza em todo o seu esplendor.
O elefante é um animal enorme, obviamente que causa algum receio, incrivelmente embora tenha tido consideração pela sua grandeza, não senti medo. Consegui facilmente tocar-lhe e mostra-lhe o meu respeito.
O safari de elefante foi idêntico à nossa viagem de autocarro devido à turbulência, mas foi uma aventura muita completa. Fomos em silencio, apreciando a natureza, vimos bem de perto inúmeras espécies que estavam naturalmente e tranquilamente no seu lar. Foi um momento de encontro com a natureza, coisa que pouco faço e por isso soube bem puder parar, respirar, aproveitar e tomar consciência que estava no Nepal em cima de um elefante.




28/03/18

Welcome to Kathmandu


Depois de demonstrar interesse em fazer uma viagem a uma das minhas tias, ela, numa espécie de convite disse-me: - "estou para ir ao Nepal, queres vir?
Foi durante a hora de almoço e eu estava debruçada na mesa onde ela acabava de almoçar! Nesse preciso instante eu respondi que sim!
No dia seguinte liguei ao Luís e formalizei a inscrição e 2 dias depois estava a caminho de Sintra para a reunião do viajante onde percebi que viajar com a Zen Family  provavelmente ia ser completamente diferente. Soube logo que ia ser uma viagem muito especial, mas estava longe de imaginar que se tornasse na viagem da minha vida.



26/03/18

O poder revigorante de uma boa viagem!

Acabei de chegar da viagem da minha vida, foram 10 intensos dias e embora tenha decidido escrever diariamente e ir partilhando isso não aconteceu. Comecei a escrever só no primeiro voo de regresso que durou 8 horas, mesmo assim não consegui terminar e muito menos consegui transcrever o que senti. De qualquer forma tinha e tenho intenções de partilhar com vocês um bocadinho dentro do possível o que foi esta viagem maravilhosa. Queria escolher com calma as melhores fotografias  e queria relatar os acontecimentos da forma mais ordenada possível.
Mas hoje, segunda-feira e de regresso à minha realidade e rotina habitual, percebi que tinha de começar esta história pelo fim. Só para perceberem a intensidade.
Acordei eram 7.30h e o meu Whatsapp já estava repleto de mensagens no grupo que criámos durante a viagem! Todos relatavam um bocadinho do seu dia e como estava a ser o regresso, uns partilhavam fotografias ainda da viagem, outros com os filhos já em casa, alguns partilharam até dos cães. Havia quem partilhasse músicas, outros o nascer do sol da varanda da sua casa. Inspirei-me neles e depois de preparar os lanches, o almoço e deixar os miúdos na escola, voltei a casa. O sol já havia nascido, tomei o meu pequeno almoço descansada e sentei-me no sofá. Fechei os olhos e permiti-me ouvir uma das músicas acabadas de partilhar no grupo I am the light of my soul chorei que nem uma perdida... aliás, durante toda a viagem tive estes pequenos ataques de limpeza vezes e vezes sem conta! Chorava sempre sem saber exatamente porque chorava,  se de tristeza ou de alegria, mas ficava inevitavelmente mais leve, mais feliz e mais disposta para a vida!
Hoje foi igual.... enquanto ouvia a música e revia mentalmente algumas das minhas vivências durante a viagem, as lágrimas não paravam de correr. No final respirei fundo, limpei as lágrimas e renasci. Senti-me imensamente grata e senti uma enorme energia florir de dentro de mim. De repente parecia que estava num filme. Era como se eu estivesse fora do meu corpo a ver os meus próprios movimentos! Estava de sorriso estampado no rosto, o ar era leve e enquanto preparava os sacos, os meus movimentos pareciam  de uma dança harmoniosamente sincronizada. Saí de casa como habitualmente, carregada com o saco do ginásio, a geleira do almoço, a pasta e a mala, repleta de boa disposição e uma vontade enorme de abraçar alguém. Isto é o poder revigorante de uma boa viagem! Este post é de eterno agradecimento a todas as pessoas do grupo que partilharam esta viagem comigo e que de alguma forma fizeram de mim um ser melhor, mais iluminado e mais feliz! Obrigada amigos! Namaste!


13/03/18

Receber amigos

Uma das coisas que mais gosto é receber e estar com amigos. Quem não gosta???
Mas a vida vai passado e com ela muitos dos nossos grandes amigos vão-se perdendo pelo caminho, não porque a amizade acabe, simplesmente porque a vida muda e a isso nos obriga, por vezes até injustamente. Felizmente da mesma forma que vamos perdendo alguns, também outros entram na nossa vida para ficar e parece-me que amizades criadas na fase adulta acabam por ser também amizades mais maduras. E não são só as amizades que estão maduras, também eu amadureci na forma como recebo os meus amigos, gosto de criar um ambiente agradável e que os faça sentir bem.
Gosto de pensar nos pormenores, e inspirar-me para criar coisas simples mas que deixam um toque especial. Hoje mostro-vos uma mesa de entradas (que é uma bobine de cabo elétrico) que preparei num fim de semana destes para receber alguns amigos.
 
Comecei por aproveitar garrafas de vidro dos sumos e com meia dúzia de voltas de cordel de sisal ficaram transformadas em bonitas jarras onde coloquei alfazema que apanhei do jardim, outras garrafas optei por pintar com spray dourado. Cortei troncos de azinheira para fazer bases para as velas que espalhei pela mesa e assim criei a decoração da mesa praticamente a custo zero.
Para as entradas optei por fazer tábuas de vários tipos de queijos e  enchidos acompanhados por pão, azeitonas, grissinis, uvas, figos, nozes, tâmaras e compotas. Para os que não alinham num copo de vinho branco preparei uma água aromatizada com hortelã, limão e alecrim. Espero que gostem das imagens e que vos inspire para receberem os vossos amigos.






Almoços de Verão

Os nossos almoços na eira já não são novidade,  (podem ver aqui, aqui, ou aqui)   e cada vez gostamos mais e mais deste espaço. Desta vez, a eira foi palco de uma sardinhada entre amigos depois de um passeio de jipes. Eu queria de alguma forma modificar o ambiente. A nossa mesa de entradas continua a ser a bobine de cabo elétrico e não me parece que vá encontrar uma mesa mais espetacular que esta. O Bar,  foi a grande descoberta que fizemos quando estávamos a preparar o jantar anterior e teve de voltar agora novamente. Os mesmos sofás de paletes, feitos por nós  o ano passado na altura do aniversário da K e portanto estava tudo visto. Vai daí, pensei que talvez uma simples toalha de mesa pudesse dar todo um refresh ao espaço e não me enganei. Não encontrei a toalha que imaginei e por isso fui parar a uma loja de tecidos para resolver a coisa. Quando encontrei o tecido,  não havia o suficiente para as 3 mesas que eram necessárias para este almoço (eramos 25 pessoas). Trouxe o que havia e decidimos fazer um corredor a todo o comprimento da mesa. Assim, ainda sobrou tecido para fazermos umas almofadas novas para os sofás paletes. Comprei umas hortências brancas para dar algum requinte à mesa e voilá. O espaço de sempre mas com uma cara nova. Totalmente verão.  Não ficou lindo??