18/05/18

LOOK # 171

A compra deste macacão foi e ainda é um caso de amor ódio. Gostei da cor e achei o corte muito elegante, seria, portanto a peça perfeita para uma ocasião especial. Entretanto, quando o experimentei achei que não me ficava tão bem quanto imaginava, mas já estava tão rendida que mesmo assim arrisquei a ficar com ele. Sei que não é a peça mais consensual mas é isso mesmo que me apaixona. É uma peça clássica, sóbria e elegante e ao mesmo tempo com um toque contemporâneo e completamente diferente dos macacões mais comuns.


16/05/18

Retiro na Casa dos Sonhos

Nos dias que correm ter tempo para ir 1 hora ao ginásio duas vezes por semana é um luxo, conseguir desligar-me, fechar a porta do quarto e fazer uma meditação uma vez por semana é outro luxo, mesmo quando tenho um monte de roupa para passar que quase chega ao tecto. Permitir-me ter um dia inteiro só para mim é praticamente o euromilhões. Mas foi isso mesmo que decidi fazer por mim no dia em que fui em retiro para a casa dos sonhos, dar-me tempo!
Tempo para estar comigo, ouvir o corpo, tempo para meditações, palestras e partilhas! Tempo para caminhadas na natureza, tempo para silêncio, tempo para um concerto intimista, e tempo para uma viagem às profundezas de mim mesma onde a vibração é amplificada e transforma o ser. Tempo para uma alimentação consciente e biológica onde a carne não tem direito a entrar, confecionada pelas mãos repletas de amor da chef Daniela Ricardo da aBiofamily. Tempo para fazer crescer novas amizades, tempo para ouvir coisas novas e ouvir o que diz a minha essência! 


11/05/18

LOOK # 170

A época festiva para mim já começou e com ela o eterno dilema de sempre e para sempre das mulheres - o que vestir! Felizmente tenho uma loja online parceira que me tem ajudado a não perder demasiado tempo com o assunto, encontro sempre coisas giras. Verdade seja dita, eu também não sou a pessoa mais complicada da vida e obviamente não estou para perder as minhas poucas horas de sono por causa da indumentária, mas claro que gosto de estar bem e de me sentir ainda melhor. Este foi o vestido que usei no último evento que foi uma bonita cerimónia de bodas de prata! Cumpriu na perfeição o objetivo porque me senti muito bonita, elegante e romântica. 


09/05/18

Perdi o meio termo

Mal me reconheço.... Ou estou numa euforia desmedida como se tivesse acabado de inalar umas drogas onde a energia efusiva e um pouco de loucura  me fazem abanar o corpo como se estivesse a espantar demónios, como estou em silencio de semblante carregado e perdida nos próprios pensamentos  onde os olhos se tendem a encher.  Estou estranha e sinto uma enorme reviravolta dentro de mim.... não sei o que quero nem para onde ir, sinto que tenho umas asas enormes e que posso ir mais longe nuns dias e noutros só me sinto meio louca.

Sempre fui uma pessoa muito dependente dos outros, gosto de estar com pessoas, gosto de saber a opinião delas e deixar-me fluir, indo grande parte das vezes ao encontro daquilo que elas querem porque para mim é completamente indiferente. Sempre foi assim, e sempre gostei que assim fosse, de alguma maneira sentia-me livre por ter esta mente aberta e tanto vou parar à missa influenciada por uns como vou parar a uma casa de strip influenciada por outros. (assistir obviamente, ainda não elouqueci de vez). Sempre me considerei adaptável e nunca influenciável e ainda hoje vejo isso assim!
 
Esta viagem foi muito importante porque sentia que a rotina me estava a matar e precisava de agir rápido contra isso, procurava com ela algo que me tranquilizasse e me deixasse mais calma, estava a perder o controlo e queria fazer o reset.
Resultou lindamente enquanto lá estive. Para todos os efeitos estamos de férias e relaxados. As pessoas que conheces não te cobram nada e não esperam nada de ti e os problemas praticamente nem existem....
O problema é regressar à vida real. Voltar às rotinas que te matam, ao mesmo emprego que te desgasta, as pessoas que te fazem sempre as mesmas cobranças e esperam o mesmo de sempre! E tu só podes respirar fundo e deixar passar mais um dia e outro e mais outro enquanto o corpo corroí lentamente por dentro.

Doí-me o peito, custa-me respirar fundo sempre que faço as meditações semanais a que me propôs, sinto a minha força a esgotar com facilidade, a pele arrepia-se e o nó que sinto no estomago é de tal forma que em alguns dias parece que vou vomitar.

Ontem uma amiga mandou-me uma mensagem que dizia: metade de mim é namastê e a outra metade é vaisefudê, peço desculpa pela falta de delicadeza mas sinceramente é neste ponto em que me encontro.



 

03/05/18

LOOK # 169

O que é que uma família meio louca decide ir fazer a um domingo durante a tarde?! Uma prospecção de terreno para um possível piquenique. Pois claro....
Já no meio do campo, em saltos altos, calças brancas e um céu que ameaçava chuva a qualquer instante, tivemos a brilhante ideia de fazer umas fotos. Tinham tudo para não dar certo, mas é isto que me encanta na vida. Uma autentica caixinha de surpresas, e do meu ponto de vista, as fotos  resultaram na perfeição. Agora estou ansiosa que os dias permitam o belo piquenique, bem à moda antiga  que para além de me trazer boas memórias, me faça sentir em paz enquanto disfruto da companhia da minha família em plena natureza!


25/04/18

Patan e Bhaktapur museus abertos do Nepal

Foi no dia 25 de Abril de 2015 que um terrível terramoto de 7.8 na escala de Richter deitou abaixo grande parte da capital do Nepal, foram muitos os pagodes que perderam os telhados mas não foram só os pagodes, dizem que foram mais de 4 milhões de pessoas afetadas pela tragédia e mais de 5000 mortes. Por toda a cidade existem vestígios bem evidentes da destruição mas há um povo humilde e de coração bom que lentamente vai erguendo o seu património ainda que com alguma tristeza nos olhos. Aterrei em Kathmandu dois dias depois de um terrível acidente de viação acontecer naquele aeroporto, dizem que os ventos cruzados das montanhas adjacentes ao vale nem sempre são fáceis de contornar, mas só regressei a Katmandu 7 dias depois e foi nessa altura, quando chegámos a Patan e Bhaktapur que tive consciência do que tinha acontecido faz hoje precisamente 3 anos. No meio das ruínas há gente que transporta pedra aos ombros, onde contrastam com os miúdos do colégio que passam de fardas limpas e bonitas no meio do enorme ruído das obras. Na Durbar Square os edifícios de madeira são suportados por andaimes de bambo, os vendedores de rua fazem roda à nossa volta, pedem 500 e só nos largam depois de conseguir vender nem que seja por 100 rupias. Os templos em madeira esculpida tem vários tetos, curiosamente o mais alto e único de 5 tetos não sofreu com o terramoto. Dizem que foi a Deusa que nele habita que o salvou.
Os edifícios desta cidade medieval e atmosfera intrigante são fascinantes, as ruas estreitas são pavimentas de tijoleira de barro aplicada em espinha, os comerciantes são amáveis, há grupos de estrangeiros que fazem trabalho de voluntariado na reconstrução de casas, soubemos disso porque conhecemos uma dessas almas caridosas, um dinamarquês, alto, de cabelo loiro e olhos azuis que nos revelou a sua cidade favorita, tivemos a histeria depois que sacou do telemóvel e a foto de proteção do ecrã era Lisboa.

24/04/18

LOOK # 168

Parece que o bom tempo veio, e por isso, hoje trago um look bastante primaveril e claramente ainda com um toque do Nepal devido a um dos muitos bindis que vieram de lá e que uso orgulhosamente.
Os bindis, tradicionalmente usados pelas mulheres casadas hinduístas como se de um terceiro olho se tratasse, simbolizavam a força feminina e uma proteção divina. No entanto com a banalização das tradições o bindi passou a ser usado com um item decorativo e a importância da religião ou do estado civil já não tem relevância. Eu acho que são lindos e como pirosa que sou tinha de combinar a cor da camisa com a cor do bindi obviamente. Gosto tanto!


21/04/18

Nepal - A tocar o céu em Pokhara

Foi em Pokhara, depois de mais 6 hora de autocarro que tocámos o céu. Pokhara é a terceira maior e mais povoada cidade do Nepal, situa-se num vale, entre a maravilhosa combinação de um lago o Phewa Pal e do maciço de Annapurna, a decíma mais alta montanha dos Himalaias com 8091 mt de altura. Pokhara é uma cidade moderna e virada para o turismo por causa das centenas de aventureiros que chegam diariamente de todo o lado para o trekking, escalda ou alpinismo na cordilheira mais mítica do mundo! A cidade é muito mais descontraída e muito menos poluída que a capital Katmandu. Na zona de Lakeside, facilmente encontramos bares, restaurantes ou cafés com esplanada ao estilo ocidental. Também não há falta de lojas, ainda que diferentes das nossas e inúmeros sítios para massagens de todo o tipo.


18/04/18

LOOK # 167

Nem imaginam o que seria coerente para mim, sair de casa minimamente arranjada e ir tirar fotos. Mas não, isso nunca acontece. No máximo ao sair de casa penso que gostaria de tirar fotos mas depois veremos se haverão ou não.
Sou mesmo uma blogger real com tudo o que isso implica e por isso estas fotos foram tiradas no domingo passado, mas só depois de ter ido almoçar a casa dos meus sogros, depois de ter ido fazer uma caminhada a pé com direito a uma ligeira chuvinha (quem me segue no Insta, viu os stories na Fornea que está cheia de cascatas lindas por causa das chuvas).
Só ao final do dia já de regresso e depois de irmos às salinas comprar 1 kg de Flor de Sal é que houve oportunidade para as fotos. Obviamente que o aspeto não é o mesmo de quando estamos acabadinhos de sair de casa, mas eu queria mesmo muito mostrar esta minha nova blusa semi-transparente e cheia de folhos delicados que a Zaful cordialmente me enviou por isso espero que gostem!


16/04/18

A despedida de Chitwan

Um mês que separa a data de hoje com a data da chegada ao Nepal. Ainda tenho muito para partilhar, mas agora com este distanciamento temporal consigo sentir melhor as alterações sofridas numa viagem com esta intensidade. Estou mais sensível a algumas coisas e muito menos a outras. Mas sinto sobretudo, que devo ouvir melhor o meu coração, a minha alma, o meu ser. Os dias em Chitwan foram muito esclarecedores nesse aspeto e trouxeram-me outra sensibilidade. No último dia, como de costume, era cedo e nós já estávamos  ao pé do rio  a fazer a nossa própria meditação ao som de um Mantra que o Luís pós a tocar enquanto o Sol nascia à nossa frente. Uns descalços para sentir melhor a terra, outros comoviam-se profundamente enquanto agradeciam  aquela dádiva da vida, outros balançavam o corpo lentamente, como se estivessem hipnotizados pela magia dos sons da natureza e pela luz do sol que aparecia lentamente. Mas aqui tudo foi permitido e houve quem opta-se simplesmente por olhar ou tirar fotografias, mas também aqui há uma enorme magia a acontecer. A magia do respeito, da não critica, do cada qual ser ele próprio sem julgamentos e essa magia é das mais encantadoras e bonitas que um grupo pode ter.
Todos estávamos embebidos no mesmo espirito de paz e sentiu-se a cada forte e poderoso abraço que estávamos constantemente a distribuir generosamente.  Ah....Como sabe bem um abraço verdadeiramente sentido e como é difícil explicar-vos o poder que ele nos dá...